Dar o match perfeito entre candidato e empresa está se tornando cada vez mais desafiador. Afinal, encontrar um profissional que vai vestir a camisa da empresa (literalmente) e bater no peito com orgulho de pertencer àquela organização é o sonho de muitos RH´s que querem diminuir a rotatividade na empresa.

É isso que notamos em nosso dia a dia; a mudança de objetivos dos novos profissionais tem gerado altas taxas de rotatividade nas instituições. Reduzir o turnover é essencial para a saúde financeira.

Essa mudança de profissionais está cada vez mais presente no dia a dia das organizações, e reduzir o turnover se tornou um dos principais desafios dos gestores.

Afinal, o que é Turnover?

Turnover é um conceito relacionado ao índice de rotatividade de colaboradores em uma empresa. A taxa de turnover é um dos principais indicadores de saúde organizacional. Logo, diminuir turnover deve ser uma meta constante na mente dos gestores.

O turnover mede a rotatividade de funcionários na organização, comparando o giro de entradas e saídas.

Neste contexto, a perda de mão de obra sempre é muito prejudicial para uma empresa – principalmente quando falamos de colaboradores qualificados e treinados. Os custos para capacitar uma nova equipe e inseri-la na cultura da empresa são altos – tanto no sentido financeiro quanto psicológico. Por isso a redução de turnover é importante!

Em suma, o turnover acontece quando a corporação desliga um colaborador ou quando o próprio funcionário pede seu desligamento. Evitar o turnover é uma boa estratégia para aumentar a sua produtividade, pois, quando o turnover está alto há queda de produtividade, danos de imagem e até prejuízos financeiros.

De acordo com a Sociedade para Gestão de Recursos Humanos (SHRM), os custos para substituir um funcionário variam de seis a nove meses do salário daquela posição, ou seja; equivalente a 30% do faturamento da empresa, sem contar a imagem.

Por isso, tendo em vista a importância de se manter o índice de rotatividade o mais baixo possível, elaboramos aqui 6 ações que você poderá implementar em sua empresa e consequentemente diminuir turnover.

1. Reveja seu processo de recrutamento

Uma boa maneira de começar a combater o turnover é melhorando o processo de recrutamento e seleção. Talvez seja preciso desenvolver novas estratégias para a contratação de um profissional.

Vale lembrar que, quanto mais criterioso for o processo seletivo da sua empresa, maior a sua chance de contratar funcionários realmente qualificados para a função e que desejam crescer dentro da sua organização.

Por exemplo: a instituição pode fazer um mapeamento dos cargos e das funções internas. Nesse estudo, serão definidas todas as atividades inerentes a uma ocupação e quais competências e habilidades um profissional precisa ter para ocupá-la.

Com essas informações em mãos, os recrutadores tentarão encontrar um candidato compatível com os requisitos da vaga.

Ainda, para otimizar o processo de seleção, é possível contar com soluções que automatizam a filtragem de candidatos e os avaliam por meio de diversas ferramentas, e até mesmo com consultorias e agências especializadas.

Dessa forma, o novo colaborador desempenhará melhor o seu trabalho e também se ajustará mais rápido às suas obrigações.

2.  Crie um plano de carreira

Já ficou perdido em algum lugar sem saber para onde ir? Como se sentiu? Talvez sua vontade fosse sair o mais rápido possível desse local, não é? Do mesmo modo, os colaboradores ficam desorientados quando não têm um plano de carreira. E o efeito disso é a desmotivação e a vontade de mudar de emprego.

Contudo, a segunda etapa é a construção de um plano de ação para diminuir turnover não pode deixar de ter um programa para desenvolvimento de carreira.

Muitos funcionários acabam pedindo demissão porque sabem que na empresa em que eles estão atualmente não há oportunidade de crescimento, ou por remunerações baixas. Ou seja, ele sempre ocupará a mesma função. Por isso, eles saem em busca de empresas em que eles possam crescer e ocupar cargos mais altos, ou remunerações mais justas.

Afinal, todo profissional quer estar em uma empresa que valorize seu trabalho. Nesse sentido, se você não oferecer salário e benefícios compatíveis com o mercado, há grandes chances do colaborador se sentir insatisfeito.

Dessa forma, acabará indo atrás de quem pague aquilo que ele acredita merecer.

Tendo isso em vista, busque desenvolver um programa que seja justo, transparente e compreendido pelos funcionários, gerentes e supervisores em todos os níveis, ao determinar a remuneração, é interessante fazer pesquisas de mercado sobre salários. Descubra quanto seus concorrentes pagam aos funcionários deles e também realize recrutamentos internos.

Sendo assim, as organizações que fornecem aos seus funcionários esse direcionamento de carreira, remunerações e benefícios compatíveis têm mais chances de retê-los. A equipe interna entende o caminho que percorrerá, o que precisa fazer para receber uma promoção e que benefício terá quando alcançar um novo cargo.

3. Ofereça benefícios eficientes

A rotina dos colaboradores mudou, principalmente nos últimos meses com trabalho home office e outras mudanças no mundo corporativo.

No entanto, algumas empresas notaram que instituir uma política interna de benefícios reduz o turnover. Muitos profissionais até preferem receber mais benefícios a um aumento de salário.

Portanto, escolha benefícios eficientes e flexíveis que geram economia no dia a dia dos trabalhadores, bem como os benefícios que influenciam na qualidade de vida são os mais requisitados.

Por exemplo:

  • A flexibilização do horário de trabalho;
  • Dias de folga;
  • Day Off no aniversário
  • Vale-compra;
  • Viagens;
  • Café da manhã
  • Descontos em academias, salões, farmácias, escolas de idiomas, e
  • Um jantar com a família.

Ainda, investir na qualidade de vida é incluir também ações internas que impactem diretamente na saúde dos colaboradores. Essa prática envolve oferecer um local de trabalho confortável, equipamentos eficientes e uma atmosfera leve.

Para conseguir isso, algumas organizações incentivam a prática de atividades físicas, reservam um lugar interno para os funcionários relaxarem, programam happy hours e, em certas ocasiões do ano, permitem a visita de familiares dos colaboradores nas dependências da empresa.

Como essas opções impactam no bem-estar dos colaboradores e afetam as suas emoções, eles naturalmente permanecem no ambiente interno da empresa.

4. Invista em desenvolvimento

Investir em treinamentos, tanto técnicos quanto comportamentais, potencializa a qualidade do profissional. Quando a empresa oferece mais ferramentas para que o profissional desenvolva o seu trabalho, os resultados tendem a melhorar. Além disso, a organização cultiva, no colaborador, o sentimento de valorização.

Portanto, para evitar que o colaborador não gere o retorno esperado e se sinta insatisfeito, o ideal é fazer um treinamento para passar todos os conhecimentos necessários para integrar e valorizar o funcionário.

Afinal, se o profissional for bem treinado e progredir em todas as etapas, então dificilmente ele sairá da empresa em um curto período de tempo. Por outro lado, a empresa não precisa gastar com outra contratação que irá demandar outro treinamento, mais tempo e perda de produtividade.

Para isso, é necessário estruturar um programa interno de treinamento, com programas de mentoria, coaching e capacitar os funcionários a assumirem novos desafios em seus trabalhos.

De forma geral, quando a empresa se preocupa com a instrução da equipe interna, todos se sentem valorizados. Pois os colaboradores percebem que a instituição deseja seu crescimento intelectual e profissional. Em resposta, eles aumentam seu engajamento e sua confiança na organização e reduzem a vontade da sair dela.

5. Converse com a sua equipe

Implantar e incentivar a cultura do feedback é essencial para todas as empresas. O feedback por parte dos gestores permite que os colaboradores conheçam os seus pontos positivos e negativos e busquem o aprimoramento de suas funções.

Além disso, o feedback dá mais segurança no exercício das atividades, auxiliando a diminuir turnover.

Ainda, essa atitude demonstra respeito e consideração pelo funcionário, e pode ser responsável por minimizar incertezas e ansiedades. Mas não se esqueça de dar um feedback individual para o colaborador, como forma de evitar constrangimentos.

Neste contexto, a política do feedback é uma tática muito eficiente para reter os profissionais. E, com essa estratégia, a empresa abre as linhas de comunicação entre a alta gestão e os funcionários. Essa aproximação é essencial, pois melhora o clima interno.

Algumas organizações utilizam a avaliação 365 para dar feedbacks, atrelada com algumas ferramentas de coaching. Nessa metodologia, todos na organização recebem conselhos e sugestões diariamente sobre seu desempenho profissional.

Hoje já existem softwares que fornecem esquemas de avaliação de desempenho para empresas, facilitando a comunicação entre gestores e colaboradores.

Além disso, a pesquisa de clima e a pesquisa de satisfação são excelentes recursos para avaliar a percepção dos seus colaboradores quanto aos processos da empresa, bem como seu nível de motivação.

De forma geral, esta etapa é muito útil para diminuir turnover, já que promove o autoconhecimento do profissional e consequente aperfeiçoamento das suas funções.

6. Ajude os funcionários a alcançarem o equilíbrio entre vida profissional e pessoal

O equilíbrio entre vida profissional e pessoal é um dos fatores mais importantes para os colaboradores. Principalmente para os millennials e mais ainda para a geração Z.

Assim, procure estabelecer uma carga horária mais flexível. Por exemplo: banco de horas que podem ser trocados por folgas extras.

Essas práticas não só ajudam os seus funcionários a equilibrarem suas obrigações de trabalho com a vida pessoal como também evitam que eles se sintam sobrecarregados demais.

È importante ressaltar que, o onboarding e as primeiras semanas são novidade para o profissional na empresa, mas isso pode acabar perdendo o encanto e gerando desinteresse, se não for estimulado.

De forma geral, o turnover é consequência de uma série de fatores, como forte concorrência do mercado pelos funcionários do setor em que a sua organização atua, insatisfação dos funcionários, clima organizacional negativo, entre diversos outros fatores. Para reduzir essa rotatividade, o mais indicado é fazer uma análise detalhada e entender qual fator está motivando a saída dos funcionários.

Para finalizar, o RH pode contribuir (e muito) para esse índice diminuir, investindo em estratégias e em ações de melhorias, canais de comunicação, cultura de feedbacks, entre outras ações que proporcionem mais independência sobre os interesses e necessidades de carreira de seu colaborador e consequentemente.

Então, agora que ficou claro quais as ações você não pode deixar de incluir no seu plano de ação para diminuir turnover? Bora para ação!

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